Mina de 12 mil anos é descoberta sob as águas do México

Mina de 12 mil anos é descoberta sob as águas do México

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Não é de hoje que a espécie humana se enfia em cavernas para obter minerais preciosos. Uma equipe de arqueólogos e mergulhadores descobriu uma mina de 10 mil a 12 mil anos atrás, debaixo das águas da península de Yucatán, no México. 

Contudo, o que nossos antepassados indígenas buscavam naquela caverna não era ouro, diamantes ou outros metais que a gente valoriza hoje em dia. Eles mineravam ocre, um mineral vermelho que era muito utilizado pelas populações pré-históricas. 

O ocre tinha uma variedade enorme de usos, dependendo do povo, desde atividades do dia a dia (como espantar mosquitos ou proteção solar), até ser usado em rituais ou como pigmento para pinturas rupestres

Não se sabe exatamente para que os indígenas mexicanos mineravam o ocre por ali, mas os cientistas sabem que o material encontrado tinha grande quantidade de arsênio. Como esse elemento — embora hoje a gente saiba que é tóxico e deve ser manipulado com cuidado — é um eficiente repelente de insetos, essa é uma aposta segura. 

Antiguidade preservada pelas águas

O que impressiona, nessa descoberta, é como as minas se encontram preservadas, mesmo depois de milhares de anos

"É uma cápsula do tempo submarina. É uma oportunidade rara observar algo com tamanha preservação", afirmou Brandi MacDonald, pesquisadora da Universidade do Missouri (Estados Unidos) que liderou a pesquisa, ao portal Live Science. 

Nas cavernas, a equipe encontrou os locais de mineração quase intactos, com amostras de ocre, e até restos de fogueiras feitas pelos indígenas. Além disso, acharam pedras que eram usadas como ferramentas e pilhas de pedras usadas para localização nas cavernas. Sim, tudo de pedra, afinal nossos ancestrais não tinham outras ferramentas. 

Sobre isso, inclusive, os mergulhadores que encontraram a caverna suspeitaram que as pedras estavam dispostas de uma maneira diferente do natural, mas não entenderam que elas eram usadas para mineração. Até porque eles não são arqueólogos, não é mesmo? O grupo, que se chama CINDAQ (Centro Investigador do Sistema Aquífero de Quintana Roo), se dedica há mais de duas décadas a preservar as cavernas submarinas desse estado, no leste do México. 

Em 2017, eles descobriram as primeiras amostras de que havia algo diferente nas cavernas e foi aí que começou a parceria com os arqueólogos.

Pilha de pedras usada para localização (Fonte: CINDAQ/Reprodução)Pilha de pedras usada para localização (Fonte: CINDAQ/Reprodução)

Local de mineração de ocre (Fonte: CINDAQ/Reprodução)Local de mineração de ocre (Fonte: CINDAQ/Reprodução)

Local de Mineração de Ocre (Fonte: CINDAQ/Reprodução)Local de Mineração de Ocre (Fonte: CINDAQ/Reprodução)

Resquícios de fogueira (Fonte: CINDAQ/Reprodução)Resquícios de fogueira (Fonte: CINDAQ/Reprodução)

Um minério debaixo d'água?

Nem sempre as minas estiveram debaixo d'água. Até cerca de 8 mil anos atrás, o local era seco e nossos ancestrais podiam caminhar por ele. Porém, com o final da última era glacial, o nível dos mares aumentou e todas essas cavernas foram inundadas. 

As minas estarem secas, contudo, não significa que minerar o ocre era fácil, já que os indígenas entravam em cavernas com centenas de metros de comprimento, contando apenas com pedras como ferramentas. 

O tamanho das minas e a complexidade delas — ainda mais se pensarmos que elas são de 10 a 12 mil anos atrás — realmente impressionam. No site do CINDAQ é possível "passear" por vários modelos 3D das cavernas, como esse que o grupo publicou no Instagram, recentemente. 

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Estamos tan emocionados que finalmente se han publicado tres años de arduo trabajo. Aquí está el 50% del modelo 3D que produjimos. Esto representa alrededor de 9,000 fotografías y fue renderizado en supercomputadoras en la Iniciativa de Ingeniería del Patrimonio Cultural de UCSD. Para obtener más información sobre el estudio, haga clic en nuestra biografía. Hay un artículo de National Geographic en línea. También puede visitar nuestro sitio web para ver más modelos. . . We are so thrilled that three years of hard work has finally been published. Here is 50% of the 3D model we produced. This represents about 9,000 photographs and was rendered on supercomputers at UCSD’s Cultural Heritage Engineering Initiative. For more information on the study click on our bio. There is an article from National Geographic Online. You can also visit our website to see more models. . . #cenote #mexicocavediving #cenotes #cavediving #cavedivingmexico #quintanaroo #exploration #explorer #water #agua #explore #aquifer #zerogravitydivecenter #halcyondivesystems #santidiving #guediver #guehq #méxicosalvaje #méxico #mcep #riossubterraneos #oxbelha #suex_dpv_official #scuba #the_explorers_club #koox_hanal #freshwater #buceo #dronedeploy

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