Tubarão de 370 milhões de anos tinha mandíbula rotativa

Em um comunicado à imprensa, divulgado na semana passada (18) uma equipe de pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, revelou a descoberta de restos mortais de um tubarão pré-histórico que possuía a terrível habilidade de girar sua mandíbula, onde uma fileira de dentes maiores e mais afiados se projetava para fora quando ele atacava suas vítimas.  

Descrito pelos cientistas com o nome de Ferromirum oukherbouchidatesesse monstrengo de olhos esbugalhados viveu há 370 milhões. Era um predador feroz dos mares e possuía um corpo ágil e esguio, porém pequeno, com cerca de 33 centímetros. Possuía um focinho triangular e curto com olhos exageradamente grandes, com órbitas que ocupavam 30% da caixa craniana.

Fonte: Daily Express/Reprodução
(Fonte: Daily Express/Reprodução)

No estudo sobre o peixe, publicado na revista Communications Biology, os pesquisadores fizeram o exame do crânio e da mandíbula do tubarão através de tomografia computadorizada e, com o resultado, criaram um modelo 3D para realizar testes físicos.

A grande diferença

A grande diferença entre o F. oukherbouchidates e seus irmãos contemporâneos é a sua estrutura dentária peculiar. Os tubarões dos dias atuais perdem os dentes desgastados após uma mordida poderosa, embora um novo dente nasça no lugar do antigo logo em seguida.

As mandíbulas do tubarão pré-histórico eram completamente diferentes. Quando ele perdia um dente, um novo brotava em uma fileira na parte interna da mandíbula, ao lados dos mais antigos. Com a boca fechada, estes dentes mais velhos, menores e gastos ficavam eretos, enquanto os mais jovens e maiores apontavam para a língua e ficavam visíveis mesmo com a boca fechada.

Fonte: Communications Biology/Divulgação
(Fonte: Communications Biology/Divulgação)

Como os dois lados da mandíbula do tubarão pré-histórico não estavam fundidos no meio, isso permitia que eles não somente deixassem as metades da mandíbula cair para baixo, mas também girassem ao mesmo tempo para fora, fazendo com que os dentes mais jovens, maiores e mais afiados ficassem na posição vertical para empalar suas presas.

Esse mecanismo não apenas expunha os dentes maiores e mais jovens, mas permitia a produção de uma ação conhecida como “alimentação por sucção”, que faz com que a água do mar entre na cavidade oral e, quando a boca de fecha, um puxão mecânico aprisiona e imobiliza a presa.

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