Glândula pineal: entenda o órgão responsável por regular o sono

Não há nada melhor do que deitar a cabeça no travesseiro e tirar um belo repouso após um dia cansativo de trabalho, certo? Por outro lado, uma noite mal dormida pode te deixar extremamente cansado, irritado e até mesmo atrapalhar sua produtividade para as próximas 24 horas.

Dormir é um processo fisiológico extremamente vital para os seres humanos e causa grande impacto no nosso bem-estar diário. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que existe um enigmático órgão chamado "glândula pineal" que é responsável por regular o nosso sono e sincronizar o organismo com o mundo externo.

Regulando o sono

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

O sono dos seres humanos geralmente é regulado através de duas variáveis primordiais: o ritmo circadiano e o acúmulo de substâncias indutoras do sono. Enquanto o primeiro está relacionado com o ciclo biológico que os seres vivos presenciam no período de 24 horas, o segundo é resultado de uma união de fatores.

Por exemplo, pessoas que passaram mais tempo acordadas ou tiveram um sono de baixa qualidade produzem mais substâncias como a adenosina, que é indutora do sono, e apresentam um grau maior de cansaço. Dessa forma, o corpo tenta induzir um estado de repouso para que a pessoa recarregue as energias.

Já o ciclo circadiano é baseado sobretudo em relação aos sinais ambientais que servem como sincronizadores externos, sendo o principal exemplo disso o ciclo claro-escuro. Naturalmente, o corpo humano é programado para interpretar a luminosidade como período de atividade e a escuridão das noites como o momento ideal para repousar.

Relógio biológico

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Quem é responsável por interpretar todos os sinais internos e externos indutores de sono é a glândula pineal ou epífise, um pequeno órgão cerebral de apenas 120 miligramas que produz o hormônio causador dos sonhos, a melatonina, e sincroniza nosso relógio interno com a natureza.

Em outras espécies, essa glândula fica localizada diretamente sob a pele e consegue absorver as informações das mudanças de luminosidade como um "terceiro olho". No caso dos seres humanos, entretanto, o órgão fica aprisionado no crânio e necessita meios mais complexos para saber se é dia ou noite.

Sendo assim, a regulação do olho humano muito depende das informações de luminosidade colhidas pela retina dos olhos e transmitida para o cérebro, que absorve a informação e passa a sintetizar e liberar a melatonina no escuro.

Prejuízos para a vida

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Agora que você tem uma ideia de como o corpo humano trabalha para te colocar em um estado de sono, está na hora de falar sobre como esse processo pode ser atrapalhado pelas nossas atitudes. Por exemplo, quando uma pessoa resolve trabalhar durante a noite e adota luzes artificiais para auxiliar em sua jornada, o organismo deixa de interpretar aquele período como uma fase escura do dia e, consequentemente, interrompe a produção de melatonina.

Isso faz com que o relógio interno fique fora de sincronia, o indivíduo tenha problemas para dormir em horários comuns e potencialmente desenvolve outros problemas de saúde. Na visão da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), os turnos de trabalho noturnos podem ser classificados como "cancerígenos".

Segundo a agência, diversos estudos apontam para uma maior incidência de câncer de mama em mulheres que trabalham em turnos rotativos por longos períodos. Esses mesmos problemas de sincronização do ritmo circadiano ocorrem com pessoas que fizeram longas viagens e sofrem do famoso jet-lag.

Nesses casos, o recomendado é que a pessoa passe por uma fase de readaptação do ritmo circadiano para que o organismo volte a trabalhar em sincronia com a natureza. Algumas vezes, recomenda-se que o indivíduo tome comprimidos de melatonina para serem usados na sincronização com o novo cronograma. 

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