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É possível descobrir o sexo do bebê na gravidez sem exames?

A 16ª semana da gravidez costuma ser um período marcante durante a gestação. É nessa fase que os novos papais tendem a descobrir qual será o sexo do bebê e ter uma ideia melhor de qual será seu nome ou do que comprar para o quartinho do recém-nascido.

Entretanto, essa pode ser uma etapa bastante confusa para quem está tendo um filho pela primeira vez. Afinal, é realmente necessário realizar exames para se ter certeza sobre o sexo da criança? Apesar de algumas crenças populares construírem alternativas, a melhor opção segue sendo a ultrassonografia morfológica.

Avaliando a gravidez

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

A ansiedade é um aspecto bem comum para quem aguarda a chegada de uma criança, o que pode fazer com que os pais se precipitem em algumas decisões durante a gestação. Principalmente quando o assunto é descobrir o sexo do bebê, existem aqueles casais que querem matar a curiosidade o quanto antes for possível.

Porém, vale ressaltar que a pressa é inimiga da perfeição e a melhor maneira para acompanhar qualquer etapa da gravidez é com o auxílio médico. Normalmente, o sexo do bebê só pode ser descoberto entre o terceiro e quarto mês de gravidez e requer um pouquinho de paciência por parte da família.

Apesar de existirem alguns métodos caseiros que dizem conseguir determinar o gênero da criança sem a necessidade de exame, é importante ter em mente que a ultrassonografia é cientificamente bem mais precisa e também consegue identificar o estado de saúde do feto. 

Testes caseiros

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Mesmo que não possuam nenhuma base científica ou eficácia comprovada, os pais que estiverem se coçando de curiosidade para ter uma ideia de qual será o sexo do bebê podem querer optar por um dos métodos caseiros espalhados pela cultura popular. São eles:

  • Batimento cardíaco: acredita-se que os fetos com mais de 140 batimentos cardíacos por minuto são meninas, enquanto menos que isso seria indicativo do nascimento de um menino
  • Prova do anel: neste caso, deve-se atar um fio em volta de um anel e suspendê-lo sobre a barriga da grávida. Se o anel balançar de um lado para o outro, como um pêndulo, o bebê será um menino. Para movimentos concêntricos, o resultado é uma menina.
  • Calendário lunar: conhecido por ser um dos métodos caseiros mais populares, esse método leva em consideração a data da concepção da criança. Em tese, isso seria suficiente para se ter uma ideia do sexo do feto. O problema é que a conta se torna muito difícil por várias mulheres terem ciclos menstruais irregulares.

Além dos métodos citados neste texto, existem mais inúmeras maneiras não comprovadas de se determinar o sexo do bebê dentro de casa e que avaliam os mais diferentes tipos de fatores. 

Métodos científicos

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Para os papais e mamães que querem descobrir o sexo do seu filho através de vias mais confiáveis, a ciência já desenvolveu alguns tipos de testes diferentes para podermos analisar o gênero de um feto. Os principais exemplos disso são:

  • Análise sanguínea: por meio da coleta de sangue da futura mãe, é possível analisar os fragmentos de DNA pertencentes ao feto e descobrir o sexo da criança. A partir da sétima semana de gestação, os primeiros indícios dos cromossomos Y (menino) e X (menina) começam a aparecer.
  • Amniocentese: considerado um exame invasivo, esse método realiza a extração de parte do líquido amniótico para saber se a criança terá algum problema congênito. Além disso, essa prática também consegue determinar o sexo da criança.
  • Ecografia: esse costuma ser o método mais tradicional e efetivo entre todos. Através dos exames de imagem, é possível analisar a anatomia do bebê e distinguir as genitais. Costuma ser feito a partir da 20ª semana de gravidez e depende da posição da criança na barriga.

Anatomia dos fetos

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Para se ter melhor ideia, o que ocorre dentro da barriga das mulheres para conseguirmos detectar o sexo do bebê? Por mais que todos os embriões pareçam iguais por parte da gestação, em algum momento o hormônio da testosterona começa a agir na anatomia dos fetos e criar distinções entre os gêneros.

Até a sétima semana de gravidez, os bebês possuem uma estrutura chamada de "crista genital". Somente após esse período, os hormônios passam a estimular o desenvolvimento dos órgãos genitais e as estruturas entre os dois sexos passam a ter diferenças entre si. 

Sendo assim, os ovários e os lábios vaginais são formados a partir das mesmas células que os testículos. O mesmo vale para o clitóris e o pênis. No caso dos meninos, a crista genital passa a aumentar para um pênis a partir da nona semana da gravidez, enquanto os ovários das meninas se desenvolvem entre a 11ª e a 12ª semana — enchendo-se com cerca de 7 milhões de óvulos.

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