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Qual será a aparência dos humanos daqui a 1 milhão de anos?

Estudos de Imagem por Ressonância Magnética Funcional (MRI) sugerem que, quando uma pessoa se imagina no futuro, seu cérebro para de agir como se estivesse pensando em si. Em vez disso, ele começa a agir como se você estivesse pensando em uma pessoa completamente diferente.

Uma pesquisa feita em 2017 pelo Institute for the Future, na Califórnia, concluiu que 53% dos norte-americanos entrevistados raramente ou nunca pensam sobre o futuro distante, algo que pode acontecer a 30 anos.

Ninguém é capaz de prever o futuro, tampouco foi exatamente bom fazendo isso — os romanos achavam que o Império Romano duraria para sempre, bem como os cidadãos da virada do milênio em 2000 podiam imaginar que a internet revolucionaria a realidade —, mas quando isso é feito, tudo em que as pessoas pensam são em novas tecnologias, novas políticas e nova cultura. Isso comprova o que ressalta os estudos de MRI, indicando que o cérebro está condicionado a imaginar um futuro, em vez de se imaginar em um.

Você já parou para pensar, em meio a todas essas possibilidades, de como seria a aparência do ser humano, que mudou drasticamente ao longo dos séculos?

Como pode ser

(Fonte: Reddit/Reprodução)(Fonte: Reddit/Reprodução)

Apesar de ser difícil saber até como as pessoas serão em 50 anos, é possível imaginar como os fatores ambientais podem impactar na marcha lenta da biologia do corpo humano. São uma série de fatores, desde a temperatura global e seu impacto na pele, passando pela nutrição que tornou as pessoas maiores ao longo dos séculos, e a miscigenação dos grupos raciais.

O poderio científico acredita fortemente que pessoas em futuro muito distante podem nem nos olhar como humanos, da mesma forma que o Homo erectus, que viveu há cerca de 1,80 milhões de anos, poderia fazer.

(Fonte: Reddit/Reprodução)(Fonte: Reddit/Reprodução)

O avanço da seleção natural pode desenvolver cérebros maiores nos humanos do que os atuais, também os tornando mais frágeis devido à falta de esforço manual propiciado inteiramente pela tecnologia. É possível que o nariz e a boca encolham a ponto de ficarem vestigiais, conferindo uma aparência mais igualitária a todos — assim estaríamos caminhando cada vez mais para o pensamento de como enxergamos os alienígenas, que bem podem ser humanos que viajam no tempo, vindos do futuro.

Desde que o ser humano pegou uma pedra para usar como martelo, as ferramentas evoluíram, portanto, toda vez que alguém toma algum remédio ou bebe uma caixinha de suco, ela mexe com a química corporal e o destino biológico inato. Daquele momento em diante, a aparência e identidade humana passa a depender da seleção artificial, não da seleção natural, isso porque esses componentes deterioram nossos corpos a longo prazo.

Futuro incorpóreo

(Fonte: LiveScience/Reprodução)(Fonte: LiveScience/Reprodução)

Em 2019, o chinês He Jiankui foi condenado a 3 anos de prisão por usar tecnologia experimental de edição de genes para tentar produzir os primeiros humanos geneticamente modificados do mundo, visando ajustar características físicas ou cognitivas através de seu experimento chamado "bebês projetados".

O caso serviu apenas para mostrar até que ponto as pessoas podem se aprimorar com modificações tecnológicas, que estavam apenas a décadas de distância, e não a um milhão de anos. Essas melhorias todas podem aproximar cada vez mais a possibilidade de os seres humanos que conhecemos hoje se transformarem em ciborgues parcialmente humanos, ou até mesmo em humanoides não biológicos. Não é muito difícil prever isso.

(Fonte: The Conversation/Reprodução)(Fonte: The Conversation/Reprodução)

Em entrevista à Deutsche Welle, o professor israelense Yuval Noah Harari disse que o objetivo da biotecnologia não é prolongar a vida ou alterar a forma humana, mas contornar a morte, portanto não é muito impossível que daqui a um milhão de anos, o que conhecemos como humanos tenham se tornado apenas consciências digitalizadas, em rede desencarnadas e ancoradas a algum servidor, alimentadas por uma espécie de Enxame de Dyson.

Essa concepção coincide com o transumanismo, a crença de que o ser humano não é baseado na forma biológica, mas em alguma essência além dela. Ou seja, se cortar, fatiar, digitalizar ou carregar, ainda seremos nós, os seres humanos.

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