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Como o cérebro decide do que vamos nos lembrar?

Viver na chamada "era da informação" é receber todo dia quase que constantemente um número incontável de informações — entre textos, imagens, sons, sensações etc. Diante desse cenário, um desafio: como guardar aquilo que é importante permanentemente?

Memorabilidade é a capacidade que nosso cérebro tem de guardar informações, criando memórias. Como é impossível guardar todas as que recebemos, apenas algumas são priorizadas. Mas qual é o critério para decidir o que vai ser lembrado e o que vai ser esquecido? 

O que a ciência já sabe?

(Fontes: Pexels)(Fontes: Pexels)

Entender o mecanismo da memória é um dos maiores desafios atuais no campo da neurociência, já que ainda não se tem certeza sobre o sistema de classificação de memórias pelo cérebro. 

A suposição provável até agora é que a memória esteja ligada às características pessoais e subjetivas — nos lembramos daquilo que gostamos e do que ativa boas sensações em nós. No entanto, o exercício de criar memórias também considera aquilo que queremos lembrar, ou seja, que conscientemente julgamos importante. 

O meio mais fácil encontrado para desvendar a memória é saber o que lembramos para, em seguida, saber por que lembramos daquilo. Isso é feito a partir da análise dos caminhos percorridos pelo cérebro para decidir o que deve ser priorizado.

Tipos de memória

No campo da psicologia, a memória é tratada como um tema amplo e de inúmeros significados. Além de serem divididas entre longa ou curta duração, são também divididas entre declarativa (quando recorre da evocação) e não declarativa (quando não depende do resgate consciente).

Por fim, ainda há uma última classificação entre as memórias episódicas (histórias sobre casos e episódios da vida), sensoriais (cheiros, sons e outras sensações), entre outras que se referem à formação de determinada lembrança.

Como a inteligência artificial entende a memória?

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Nesse sentido, a inteligência artificial avança cada vez mais no entendimento da memória humana. Isso abre espaço para o desenvolvimento de tecnologias que priorizam a memorabilidade, além de possíveis curas e tratamentos para lapsos ou perdas de memória.

Sabe-se que a memória se relaciona com a capacidade de olhar e averiguar uma imagem (mesmo que seja formada na mente). Portanto, uma forma de treinar a Inteligência Artificial é apresentar uma imagem para que ela codifique quais aspectos são memoráveis ou não, baseando-se em dados sobre outras imagens.

A evolução disso seria uma tecnologia capaz, também, de identificar e desenvolver sons, cheiros, toques, gostos e sensações em geral que podem ser lembradas pelo corpo humano. Basta entender se essa nova forma de lidar com as memórias representaria uma possível manipulação das mentes ou se limitaria às intervenções positivas, como o resgate de informações importantes, tratamento de doenças como Alzheimer, entre outras.

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