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O que é a “estrada para Atlântida” descoberta na costa do Havaí?

Nos últimos dias, um caminho subaquático construído com algo semelhante a tijolos amarelos foi encontrado na costa do Havaí. A descoberta foi apelidada ironicamente de “estrada para Atlântida”, tudo graças ao vídeo divulgado pela equipe de pesquisadores que investigava a região.

Tudo começou no final do último mês, quando oceanógrafos a bordo do navio EV Nautilus realizavam uma exploração do chão de uma cordilheira no fundo do Pacífico, próximo à costa do Havaí, composta por montanhas vulcânicas, quando encontraram essa estrutura que parecia ser uma estrada de tijolos muito bem preservada.

Claro que o vídeo feito pelos pesquisadores forneceu base para manchetes curiosas e fantasiosas, já que um deles chega a caracterizar jocosamente a descoberta como uma possível estrada para a cidade perdida de Atlântida. Vamos entender.

(Fonte: Amanda Kooser/CNET/Reprodução)(Fonte: Amanda Kooser/CNET/Reprodução)

Atlântida e a estrada de tijolos

A lenda da cidade submersa de Atlântida remonta aos “Diálogos”, do filósofo Platão, escritos em 360 a.C., sendo esse o primeiro de todos os registros sobre a tal cidade perdida. No conto, a cidade funciona como uma metáfora para as consequências da corrupção do poder, da riqueza e da agressividade da indústria.

Ou seja, Atlântida atua como ferramenta de enredo, não como material sobre a cultura de eras passadas ou povos extintos. Além disso, ninguém nunca encontrou alguma evidência sobre a existência de uma cidade submersa com o nome de Atlântida, tanto geológica quanto arqueológica.

Leia também: A Atlântida realmente existiu?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Mas saindo do lendário e voltando para o mundo real, o que a equipe de cientistas do Nautilus identificou é um tipo de estrutura conhecida como hialoclastita. Basicamente, ela é constituída de rochas vulcânicas de erupções poderosas, sendo que muitos dos fragmentos dessas rochas se depositaram no fundo do mar.

No caso das fraturas que parecem tijolos feitos por mãos humanas, os cientistas justificam como sendo o resultado do estresse causado pelo processo de aquecimento e resfriamento de diversas erupções.

A expedição atual dos pesquisadores do Nautilus, que já são famosos por fazer alguns dos registros em vídeo mais incríveis de criaturas e estruturas dos oceanos, tem como foco estudar a parte mais profunda do Pacífico havaiano para um melhor entendimento sobre como as ilhas da região noroeste foram formadas.

Além disso, os pesquisadores têm a expectativa de encontrar comunidades de esponjas e corais em amplo desenvolvimento e saudáveis. Algo muito importante, pois estão ameaçadas globalmente. Veja o vídeo:

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