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6 invenções militares bizarras que nunca foram utilizadas

Não dá para questionar como as forças armadas, em vários países, foram responsáveis por grandes avanços tecnológicos. Com grande orçamento, os militares costumam ter departamentos de pesquisa destinados a pensar em produtos (leia-se, armamento e equipamento tecnológico) para uso do próprio Exército.

O que nem todo mundo tem em mente é que algumas das ideias que nascem nos quartéis são muito bizarras, toscas, parecendo esquete de Os Trapalhões. Duvida de mim? Então confira 6 dessas invenções esdrúxulas que nunca foram utilizadas.

1. O Grande Panjandrum

Durante a Segunda Guerra Mundial, países como o Reino Unido tentaram desenvolver estratégias ofensivas e armamentos militares capazes de causar danos às defesas do sistema de fortificação costeira dos nazistas. Uma das tentativas criadas pelo time de engenheiros das forças armadas britânicas foi o Panjandrum.

Tratava-se de um equipamento estranho, que lembrava uma roda d'água, conectada por um eixo semelhante a um tambor, com foguetes nas rodas para impulsioná-lo. A ideia era que o Panjandrum disparasse munições contra as forças inimigas e, ao colidir com elas, explodisse, criando uma brecha na defesa dos alemães. Preciso dizer que deu errado?

2. Balão bomba Fu-Gu

Antes dos Estados Unidos lançar as bombas sobre o território japonês, os militares do país asiático rascunharam um plano igualmente maléfico de despejar bombas de vapor sobre os norte-americanos. A proposta era desenvolver balões de papel que carregassem explosivos, despejando-os quando estivessem sobre o território adversário.

Batizado de Fu-Gu, ele chegou a ser utilizado pelo exército nipônico: estimativas estipulam que 900 foram lançados. Porém, apenas um balão bomba causou vítimas fatais. O projeto foi abandonado com o fim da Segunda Guerra.

3. A bomba de fedor

O artigo não começou com a bomba de fedor porque tivemos medo que você caísse na gargalhada e desistisse de ler. Contudo, o exército francês realmente desenvolveu um artefato do gênero, no ano de 1943. Ernest Crocker, além de soldado, era químico que já havia atuado em projetos para desenvolvimento de gases venenosos.

Crocker foi incumbido de produzir uma bomba tão fedida que deixaria os militares alemães atordoados, possibilitando que a resistência francesa à ocupação pelos nazistas pudessem interceptá-los. Chegaram a ser produzidos mais de 600 sprays, mas nada saiu como planejado e o projeto foi abandonado.

4. A mina rastreada Golias

Mais uma das ideias estapafúrdias criadas ao longo da Segunda Guerra Mundial, a mina rastreada Golias foi um projeto do exército nazista para desenvolver um veículo guiado por controle remoto capaz de explodir à distância.

Ele era compacto, relativamente leve (se pensarmos que era um protótipo militar), mas foi um fracasso retumbante. A razão? O tal controle remoto que guiava o Golias possuía um fio. Se cortado, o veículo era neutralizado. Sim, parece ideia de Os Trapalhões.

5. Rotabuggy, o carro com hélice

Quando eram crianças, vocês também tinham o hábito de juntar peças de brinquedos diferentes com o objetivo de criar um super-hiperbrinquedão? O Rotabuggy foi mais ou menos isso.

Hafner Rotabuggy teve seu projeto levado adiante pelo exército britânico, que era a junção de um jipe Willys MB com um conjunto de hélices, além da traseira mais alongada, como a de um helicóptero. O Rotabuggy foi deixado para trás quando cálculos mostraram que pequenos planadores eram mais eficazes para os fins desejados.

6. Plataforma voadora Hiller VZ-1 Pawnee

Hiller VZ-1 Pawnee, esse era o nome para uma plataforma voadora desenvolvida pelo exército norte-americano. A ideia era muito estranha, pois envolvia manter um militar no ar, em uma espécie de torre móvel, para poder alvejar inimigos no ar.

Além de caro, o Hiller VZ-1 Pawnee foi abandonado por ser considerado de uso complexo, frágil em combate, pequeno e lento. Nunca passou da fase de protótipo, como pode ser visto no vídeo acima, um alívio para quem tenha imaginado que um projeto desse seria viável.

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