Nobel 2013: confira a lista dos laureados com o prêmio
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Nobel 2013: confira a lista dos laureados com o prêmio

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E pensar que o Prêmio Nobel provavelmente deve sua origem a um engano jornalístico. Ao ler o obituário de um jornal francês que tratava da morte de seu irmão como se fosse a sua, Alfred Nobel — famoso pela invenção da dinamite — ficou chocado ao encontrar o epíteto “mercador da morte” associado ao seu nome.

Disso surgiu um desejo expresso em testamento: uma parte substancial da sua fortuna deveria ser direcionada para a criação de uma instituição que laureasse os seres humanos que mais contribuíssem para o avanço da humanidade em diversas áreas, independentemente de sua nacionalidade, gênero ou etnia.

Alfred Nobel deixa 94% de sua fortuna para a instituição do Prêmio Nobel. Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Há mais de um século

Dessa forma, desde 1901, data da criação da Fundação Nobel, nomes como Albert Einstein, Marie Curie, Alexander Fleming e Anjezë Gonxhe Bojaxhiu (a Madre Teresa de Calcutá) têm figurado em uma lista que, apesar das críticas, oferece o devido reconhecimento a figuras notáveis por sua contribuição para a física, química, fisiologia e medicina, literatura, paz e economia — prêmio este que, na verdade, não faz parte do projeto inicial de Nobel e nem diz respeito à instituição à qual o cientista empresta seu nome.

Alfred Nobel: uma surpresa ingrata ao ler um obituário Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Mas e edição de 2013 do prêmio pode ser considerada particularmente notável. Incluiu-se dessa vez, por exemplo, os nomes de Peter Higgs e Francois Englert, por conta da descoberta da famosa “partícula de Deus”, o Bóson de Higgs. A ocasião também marca o retorno de um laureado canadense para a literatura, algo que não ocorria desde 1976. De fato, Alice Munro é considerada por alguns como o “Chekhov” do seu tempo.

Confira a lista completa dos premiados abaixo.

Medicina

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

James Rothman, Randy Schekman e Thomas Südhof foram laureados pela descoberta do que se poderia chamar “guardiões celulares”. Trata-se das estruturas responsáveis por regular os processos de troca a célula e o meio externo. Sheckman identificou os genes responsáveis pelo controle de entradas e saídas; Rothman descobriu as proteínas que transferem as cargas para as vesículas; e Südhof identificou os sinais que mediam o transporte vesicular.

Física

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

O Bóson de Higgs — a “partícula de Deus” — surpreendeu tanto a comunidade científica quanto grande parte dos leigos (aquela que consegue amarrar os sapatos, pelo menos) em março deste ano, considerou-se, para fins de premiação, que ainda era “muito cedo”. Bem, já não é mais. Neste anos o Nobel premiou Peter Higgs e François Englert pelo feito.

Grande Colisor de Hádrons, no CERN Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

A partícula foi prevista por Higgs em 1965, permanecendo até recentemente como uma estrutura teórica capaz de explicar como teria sido possível passar da “sopa” indistinta do Big Bang para a sistematicidade encontrada em estrelas e planetas. O Bóson de Higgs foi obtido na prática em março deste ano por meio do Grande Colisor de Hádrons do CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear).

Química

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel foram laureados com o Nobel pelo desenvolvimento de um programa de computador capaz de estabelecer uma ponte entre a ciência teórica e os experimentos de laboratório. Antes do software, os cientistas precisavam optar entre reações baseadas nos modelos newtonianos ou na física quântica — e jamais ambas.

Software pode ajudar a descobrir novos remédios. Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

O programa permite simular reações químicas de quaisquer complexidades, com ajustes de parâmetros. A ferramenta pode tanto servir para criar novas drogas quanto para lecionar química básica.

Literatura

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

O Nobel não premiava um escritor canadense desde 1976, algo que se quebrou este ano. Alice Munro foi premiada por seus contos e por sua habilidade de “capturar as nuances da alma humana” e capacidades afins. “A complexidade das coisas - coisas dentro de coisas - simplesmente parece sem fim. Quero dizer, nada é fácil, nada é simples”, disse a ganhadora em determinada ocasião.

Paz

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

Eis o prêmio-mor da filantropia e do politicamente correto — o qual já agraciou a própria Madre Teresa de Calcutá. O prêmio de 2013 foi para a Organização de Proibição de Armamentos Químicos (OPCW, na sigla em inglês), por conta de seus esforços para, bem, reduzir armamentos químicos.

Diretor geral da OPCW, Ahmet Üzümcü, em discurso por ocasião do Nobel. Fonte da imagem: Reprodução/OPCW

Recentemente, a OPCW marcou presença na Síria por conta dos ataques utilizando o gás sarin ocorridos em agosto. Trata-se, além de reconhecer os esforços da organização, de chamar a atenção para que mesmo as nações mais desenvolvidas deem um fim às suas reservas de armas químicas.

Ciências econômicas

Fonte da imagem: Reprodução/NobelPrize

Conforme dito anteriormente, a nominação em economia não está diretamente associado à Fundação Nobel. Na verdade, o nome “correto” do laurel em questão é “Prêmio do Banco Central da Suécia de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel”.

Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 2013, foram laureados três professores estadunidenses: Eugena Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller, por sua descoberta relacionada à previsibilidade da flutuação de ações no longo prazo.

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