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Os 6 elementos ou lugares mais antigos do mundo

Com aproximadamente 4,5 bilhões de anos, a Terra guarda um imenso passado, parte dele podendo ser encontrado, visto e admirado pelas pessoas. Para outra parte significativa, a arqueologia tem tido papel fundamental em ampliar nossa compreensão da vida.

Nem tudo que é antigo está dentro de um museu. Lugares como a Cordilheira dos Andes possuem milhões de anos. Para as demais, pesquisadores têm encontrando os objetos mais antigos do mundo, algumas que você talvez só consiga ver através desta lista. Confira 6 deles.

1. Grãos de zircão (4,4 bilhões de anos)

Encontrados na Austrália, numa região chamada Jack Hills, grãos de zircão foram datados de 4,4 bilhões de anos. Trata-se de objetos microscópicos, que revelaram muitos detalhes sobre o início do planeta Terra, já que teriam se formado "apenas" 160 milhões de anos após a formação do planeta.

Os pesquisadores indicam que esses zircões vieram de rochas que eram ricas em água e indicam que a temperatura da Terra esfriou rápido o suficiente para que a crosta fosse capaz de se solidificar a partir da rocha fundida e, então, formar água. Foi uma mudança significativa nos rumos que a ciência tinha sobre o surgimento da Terra.

2. Filamentos de hematita (3,75 bilhões de anos)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Filamentos de hematita encontrados em Quebec, no Canadá, foram datados em aproximadamente 3,75 bilhões de anos. A descoberta foi feita no ano de 2017 e o achado mudou a compreensão que tínhamos anteriormente sobre o surgimento de vida microbiana no planeta.

Os filamentos encontrados nos fósseis são 300 milhões de anos mais antigos do que os que eram conhecidos anteriormente. As pesquisas revelaram que os fósseis continham química normalmente encontrada em organismos vivos, em especial carbono e fósforo.

3. Estromatólitos (3,5 bilhões de anos)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Estromatólitos é o nome que recebem as rochas em camadas formadas a partir de fósseis de cianobactérias, micróbios que emitem uma cor azul-esverdeada. O nome significa, literalmente, "rocha em camadas".

São encontrados em algumas lagoas salgadas do mundo, em especial na Austrália. Datados de aproximadamente 3,5 bilhões de anos, são considerados algumas das primeiras formas de vida visíveis do mundo.

4. Montanhas Barbeton Makhinjwa (3,6 bilhões de anos)

Localizada no nordeste da África do Sul, as Montanhas Barbeton Makhinjwa são uma sucessão de rochas vulcânicas e sedimentares com data aproximada de 3,6 bilhões de anos. A cadeia de montanhas possui fendas que foram causadas, segundo afirmam os pesquisadores, pelo impacto de meteoros que atingiram a Terra há 4 bilhões de anos.

Na região pode ser encontrado o ouro mais antigo do mundo, além de alguns dos fósseis mais velhos que a humanidade tem conhecimento e são representativos dos primeiros sinais de vida que a Terra teve conhecido. Em 2018, a UNESCO incluiu a cadeia montanhoso como Patrimônio Natural da Humanidade, somando-se à lista de outros 1091 locais.

5. Lago Zaysan (60 milhões de anos)

O Lago Zaysan, no Cazaquistão, vive uma turbulência científica. Isso porque as pesquisas mais recentes o têm colocado como o lago mais antigo do mundo, com aproximadamente 60 milhões de anos de idade. Em tese, isso significaria que o Zaysan teria se formado em algum momento do período Cretáceo.

Porém, as evidências mais claras descobertas e aceitas pela comunidade científica dizem que o Lago Baikal, na Rússia, ocupa este posto, tendo existido há 30 milhões de anos. Os questionamentos existem porque a datação do Zaysan teria sido feito com certa imprecisão.

Os estudos geológicos feitos na bacia do lago cazaque estão sendo revisados e seu posto de mais antigo, por enquanto, ainda segue valendo. Por esta razão, você o encontra nesta lista.

6. Mandíbula UR 501 (2,5 milhões de anos)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecida pelo nome de UR 501, uma mandíbula de um hominídeo, atribuído ao Homo rudolfensis, foi encontrada em Chiwondo Beds, Uraha, norte do Malawi, na África, em 1997. É a “arcada dentária” mais antiga que se tem conhecimento.

Desde seu achado, os estudos feitos nela foram capazes de datá-la em 2,5 milhões de anos. A análise desta mandíbula encontrou muitas semelhanças com outras do período, como as formações de pré-molares e molares.

A mandíbula LD 350-1, encontrada em 2003, foi apontada como tendo 2,8 milhões de anos. Porém, muitos estudos estão sendo conduzidos, pois o fóssil foi encontrado em uma superfície despregada da rocha principal. Por esta razão, a UR 501 ainda é, oficialmente, a mais antiga.

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