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Como eram os testes de gravidez na Antiguidade?

Desde o século II, as mulheres enfrentaram problemas com a falta de conhecimento da Medicina sobre seus corpos. Já no século XIX, quando qualquer tipo de doença não era mais atribuída ao útero, como determinava Hipócrates, o "pai da medicina", a "histeria feminina" foi usada como justificativa para qualquer coisa que estava errada.

Se até o básico da saúde adequada e igualitária foi negado para as mulheres já na modernidade, o cuidado feminino foi condenado e visto como um tabu tão grande pela sociedade, que até os métodos contraceptivos foram rejeitados nos Estados Unidos, classificados como "obscenos".

Fora o lançamento do primeiro absorvente funcional, o Kotex, na década de 1920, o teste de gravidez caseiro lançado na década de 1970, ainda que de modo rudimentar, foi um dos primeiros progressos significativos que quebraram a barreira da medicina e biologia que não pensava nas necessidades das mulheres.

Mas até esse momento, elas tiveram que se submeter, desde os tempos antigos, aos métodos mais bizarros para descobrirem que estavam esperando um bebê.

No Egito Antigo

(Fonte: Daily Mail/Reprodução)(Fonte: Daily Mail/Reprodução)

Mostrando que sempre estiveram à frente do tempo em muitos aspectos, principalmente na Medicina, os egípcios antigos foram os primeiros a inventarem o teste de gravidez caseiro, em 1350 a.C., inclusive o método de urinar para determinar a gestação.

As mulheres eram instruídas a urinar em sementes de trigo e cevada ao longo de vários dias, e se o trigo germinasse, significava que ela teria uma menina; mas se a cevada germinasse, então seria um menino. Em caso de nenhum dos dois brotar, ficava decidido que ela não estava grávida.

Em 1963, um laboratório experimentou o método e descobriu que, em 70% das vezes, a urina das grávidas fazia as sementes do trigo e da cevada brotarem.

Na Grécia Antiga

(Fonte: Eagles and Dragons Publising/Reprodução)(Fonte: Eagles and Dragons Publising/Reprodução)

Os gregos antigos, por outro lado, apostaram em métodos mais incomuns, como a inserção de uma cebola na vagina durante a noite. A resposta se a mulher estava grávida ou não viria na manhã seguinte, caso ela acordasse com hálito cheirando a cebola.

Hipócrates justificava a prática com base no útero da mulher — como sempre —, pensando que se ele estivesse desobstruído, ou seja, sem um bebê, permitiria que o cheiro da cebola chegasse à boca, resultando em um teste negativo para gravidez.

Um rolo de linho perfumado inserido na genital foi uma alternativa menos agressiva para as mucosas, além de incômoda. Hipócrates também sugeriu que a mulher bebesse uma mistura de mel e água antes de dormir, e se sentisse inchaço e cólicas ao longo da noite, significava que estava grávida.

Na Idade Média

(Fonte: Ancient Origins/Reprodução)(Fonte: Ancient Origins/Reprodução)

A Idade Média, regida pelo misticismo, obviamente teve que recorrer para algo mais sobrenatural. Foi assim que surgiu os chamados "profetas do mijo", homens, supostamente, capazes de dizer se uma mulher estava grávida apenas observando a cor e as características de sua urina. Eles também diziam adivinhar a gravidez colocando uma agulha em uma bacia com a urina da mulher. Se o ferro enferrujasse vermelho ou preto, ela estava grávida.

A prática só era mais assertiva quando misturavam urina e vinho, visto que o álcool pode reagir com as proteínas presentes na urina de uma grávida. Por isso, apenas analisando a urina das pessoas, os "dotes extrassensoriais" desses profetas do mijo se estenderam para a determinação de doenças ou outras enfermidades.

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