5 fatos não contados sobre o ataque a Pearl Harbor

O ataque militar surpresa formalizado pelo Império do Japão em 7 de dezembro de 1941 durante as tensões da Guerra do Pacífico, o incidente da base naval de Pearl Harbor, em Honolulu, alterou permanentemente a geopolítica no Sudeste Asiático, forçando os Estados Unidos a entrarem na Segunda Guerra Mundial após a morte de mais de dois mil norte-americanos e a destruição de 19 embarcações da Marinha, oito navios de guerra, e mais de 300 aviões.

Conheça abaixo alguns fatos sobre o ataque a Pearl Harbor e descubra o que vem sendo discutido até hoje a respeito de alguns dos principais desdobramentos da Operação Z, que completa 80 anos nesta terça-feira (7).

1. Ataque japonês foi faísca para a entrada na guerra

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Historiadores argumentam que o ataque à base de Pearl Harbor foi o estopim para a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra por aguçar o sentimento bélico na população norte-americana, que até então era contrária a participação do país no conflito. O interesse supostamente era manifestado nos bastidores pelo ex-presidente Franklin D. Roosevelt, mas havia sido contido devido à possibilidade de ser mal-recebido pelo povo. Assim, é sugerido que a invasão foi bem-vista por Roosevelt, que imediatamente transformou a nação em coprotagonista de um dos maiores confrontos armados da modernidade.

2. A intenção dos Estados Unidos

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Em carta pública escrita pelo comandante Arthur H. McCollum, do Escritório de Inteligência Naval, foi relatado que seria “melhor” que o Japão cometesse um ato de guerra contra os Estados Unidos, sugerindo algumas manobras que o país poderia realizar para provocar um ataque oriental. Curiosamente, o feito reforça uma declaração emitida pelo vice-almirante Frank Edmund Beatty Jr., que revelou que seu país estava intimidando intencionalmente o Japão através de sanções severas impostas sob a venda de armas, de modo a empurrar os rivais para “um canto” e estimular uma reação.

3. O vazamento de uma misteriosa história

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Sem confirmações precisas até hoje, uma notícia vazada por uma empresa fantasma em 21 de novembro de 1941 anunciou um jogo de tabuleiros “The Deadly Double”, em que foi possível observar imagens com pessoas em um abrigo antiaéreo jogando dados com as inscrições 12 e 7 — valores improváveis em um dado de seis faces. Devido à estranheza do texto e improcedência da fabricante do jogo, as pessoas acreditaram que o conflito de Pearl Harbor, coincidentemente ocorrido na mesma data simbolizada pelos dados, já era previsto meses antes de eclodir.

4. Os navios importantes

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Apesar de quase 20 navios terem sido destruídos no ataque, os três porta-aviões mais importantes dos Estados Unidos não estavam na base, com dois deles integrando uma missão nas ilhas Wake e Midway e outro sendo reformado em Puget Sound, Washington. Alguns teóricos afirmam que a manobra foi proposital porque o país norte-americano tinha conhecimento sobre a investida japonesa.

5. Invasão japonesa ignorada

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Cerca de uma hora antes da primeira onda dos ataques, um destroyer americano, o USS Ward, avistou e atacou submarinos japoneses que estavam próximos de ultrapassar a fronteira de Pearl Harbor, com um deles sendo completamente destruído. Porém, apesar de o navio de guerra ter acionado a Marinha norte-americana, a resposta não veio imediatamente e vários oficiais simplesmente ignoraram o aviso, afirmando não existir ameaça concreta sobre a possibilidade de uma invasão iminente.

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