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Quando a colônia de Massachusetts baniu o Natal

Atualmente, o Natal é comemorado em 160 países do mundo, apesar de sua celebração variar em cada lugar. As nações que ficam de fora do feriado notório são aquelas em que o cristianismo não é a religião mais popular. Portanto, o Natal não é reconhecido como um feriado nacional nestes locais: Afeganistão, Argélia, Butão, Coreia do Norte, Líbia, Mauritânia, República Árabe Saraaui Democrática, Arábia Saudita, Somália, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão e Iêmen.

Historicamente, o dia 25 de dezembro foi escolhido como o dia para celebrar o nascimento de seu novo messias, substituindo o festival pagão da Saturnália, que era celebrado em Roma desde pelo menos o século V a.C., em moldes não muito diferentes do Mardi Gras.

Saturnália. (Fonte: Reprodução)Saturnália. (Fonte: Reprodução)

Ainda que tivessem mudado o significado do Natal, as atividades festivas não eram muito diferentes. Então, no século XVII, a data tinha a reputação de ser uma época de comportamento "socialmente inaceitável", o que enraiveceu os puritanos da Inglaterra. Em 1644, quando eles tomaram o poder, decidiram acabar com a festa.

Agindo conforme o ódio

(Fonte: History/Reprodução)(Fonte: History/Reprodução)

Os puritanos encaravam até mesmo a celebração do nascimento de Cristo como uma desculpa para que as pessoas engajassem em atividades que não eram religiosas, visto que a própria Bíblia não especificava quando Jesus Cristo nasceu.

Em vez de uma celebração à vida e ao espírito, o Natal havia-se tornado uma época de festas desregradas, com álcool, imoralidades, desperdícios e todos os tipos de excesso possível. A colônia de Massachusetts, então, ficou sem o feriado até 1660, quando a monarquia foi restaurada sob a vigência de Carlos II.

Apesar de a reversão da lei, os puritanos permaneceram em uma forte resistência à celebração. Até 1681, as pessoas que ousavam comemorar o Natal eram multadas em 5 xelins ou até mesmo atacados fisicamente pela horda furiosa de puritanos.

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