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Antes do Homem-Aranha: 6 super-heróis da comunidade LGBTQIAPN+

A notícia de que a Marvel prepara o primeiro Homem-Aranha gay das HQs pegou muita gente de surpresa. O desenhista Steve Foxe, responsável pelo projeto, que estreará na próxima edição de Edge of Spider-Verse, compartilhou algumas imagens do personagem, chamado de Web-Weaver.

O visual é bem diferente do que o público está acostumado do super-herói, deixando as cores tradicionais de lado e assumindo o preto e amarelo. Aproveitando esse momento importante da cultura pop, vamos enaltecer outros personagens LGBTQIAPN+ da história dos quadrinhos.

1. Batwoman

(Fonte: DC Comics/Reprodução)(Fonte: DC Comics/Reprodução)

A Batwoman é uma super-heroína criada pela DC Comics no já distante ano de 1956. Contudo, levou bastante tempo até que ela ganhasse relevância nos quadrinhos, mas quando isso aconteceu, na reformulação da personagem, em 2006,  ela estremeceu as bases: a editora confirmou que a personagem era lésbica.

Querendo marcar época, Kathy Kane (o real nome da personagem) garantiu um novo marco para o público LGBTQIAPN+, sem precedente na história dos quadrinhos. Foi a primeira super-heroína assumidamente lésbica a ter direito a uma série de TV para chamar só de sua. Criada pela The CW, o primeiro episódio foi ao ar 2019 e permaneceu por três temporadas.

2. Lanterna Verde

(Fonte: DC Comics/Reprodução)(Fonte: DC Comics/Reprodução)

Quando a DC Comics comunicou que Alan Scott, o nome real do Lanterna Verde, personagem importante da Liga da Justiça, reapareceria na atração como abertamente gay, a ala homofóbica do universo dos quadrinhos fez bastante estardalhaço.

O mais interessante da reformulação conduzida pela editora foi trazer o Lanterna Verde como casado e pai de dois filhos. A iniciativa foi parte de um processo de "reboot" da DC Comics, como um novo marco zero, começando com a HQ Infinite Frontier #0, em que Alan conta às pessoas que não deseja mais manter uma parte de sua vida escondida.

3. Mulher-Gato

(Fonte: DC Comics/Reprodução)(Fonte: DC Comics/Reprodução)

A primeira aparição de Selina Kyle, a Mulher-Gato, aconteceu na década de 1940. Contudo, a mudança mais importante em suas características só veio acontecer no mais recente longa-metragem, Batman.

A personagem apareceu pela primeira vez assumindo sua bissexualidade, pelo que parece uma iniciativa feita de caso pensado pela DC Comics como parte de seu processo de reestruturação, tentando aproximar seus produtos da comunidade LGBTQIAPN+ ao incentivar o amor livre.

4. Arlequina

(Fonte: DC Comics/Reprodução)(Fonte: DC Comics/Reprodução)

As mudanças no segmento de HQs com super-heróis é muito importante, pois ajuda a retratar a sociedade com maior precisão. Um passo foi dado com a Arlequina, que tem um relacionamento ocasional com a Hera Venenosa nas HQs. Contudo, foi apenas em Aves de Rapina que o público entrou em contato com essa característica da personagem.

No longa, em que vemos que seu relacionamento com Coringa não deu certo, o longa-metragem passa alguns momentos em que relações da Arlequina não deram muito certo, incluindo uma sequência com uma mulher.

5. James Howlett, Wolverine

A HQ X-Treme X-Men 10 foi muito marcante na história da Marvel, um ponto de partida da editora em querer mostrar de modo eficaz a seu público que era inclusiva e democrática. No gibi em questão, eram apresentadas versões alternativas dos personagens, incluindo a cena de um beijo entre Wolverine e seu namorado, Hércules, filho de Zeus.

Nesta versão alternativa do personagem, Wolverine é conhecido como James Howlett, Governador Geral do Domínio do Canadá. Eles viajam através das dimensões em busca da versão maligna do Professor Xavier. Essa HQ gerou muita revolta entre fã, acusando a Marvel de querer ganhar dinheiro com o que chamaram de "politicamente correto".

6. Justiça Encapuzada, Watchmen

Justiça Encapuzada é um personagem do grupo Minutemen, recorrentes da famosa HQ Watchmen, criada por Alan Moore e Dave Gibbons. Sua primeira aparição ocorreu em 1938 e desde então movimentou os humores do público, já que escondia sua homossexualidade mantendo um relacionamento com Silk Spectre.

A construção do personagem dava a entender que a brutalidade era uma espécie de fetiche sexual dele, o que por anos incomodou o público, já que parecia querer criar uma ligação entre os dois aspectos de sua personalidade. Posteriormente, em 1962, teve assumido um relacionamento com Nelson Gardner, o Capitão Metrópole.

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