Gene neandertal pode aumentar risco de casos graves de covid-19

Gene neandertal pode aumentar risco de casos graves de covid-19

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Entender as variantes que podem causar os casos graves de covid-19 é um dos principais focos de cientistas e médicos ao redor do mundo. Em um estudo feito pelo Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, os pesquisadores descobriram que genes herdados dos neandertais podem aumentar o risco de uma infecção por Sars-CoV-2.

A informação foi publicada, em forma de um artigo, no periódico online Nature. O material foi produzido por Hugo Zeberg e Svante Pääbo, que trabalham no instituto alemão. 

Os neandertais foram extintos há 28 mil anos. (Fonte: Fuzzyraptor/VisualHunt)
Os neandertais foram extintos há 28 mil anos. (Fonte: Fuzzyraptor/VisualHunt)

O gene neandertal

Em junho, um artigo publicado no The New England Journal of Medicine apresentava que uma sequência específica no DNA, localizada no cromossomo 3, poderia indicar um maior risco de desenvolver um quadro grave de covid-19, com hospitalização e insuficiência respiratória. 

Acontece que, segundo o estudo de Zeberg e Pääbo, este mesmo segmento de DNA foi encontrado em um neandertal de quase 50 mil anos de vida. O resultado foi descoberto a partir de uma análise genética que foi feita nos restos encontrados na Croácia. 

O que isso quer dizer?

Acredita-se que pelo menos metade da população residente na região Sul da Ásia e aproximadamente 17% da população europeia, mais de 100 milhões de pessoas, tenham este gene no DNA. Com isso, uma grande parcela de pessoas estaria inclusa neste noo grupo de risco. 

A situação é ainda pior. Os genes não apenas aumentam os riscos de casos graves de covid-19, mas também potencializam as chances, segundo o estudo da Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, as chances de alergias, depressão e vícios

(Fonte: Pexels)
(Fonte: Pexels)

Zeberg e Pääbo afirmam que ainda não é possível entender o porquê desta parcela da população ter mais chances de desenvolver infecções mais sérias, mas defendem a necessidade de novos estudos que ajudem a desvendar este mistério. 

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