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Após 40 dias isolados, participantes de experimento deixam caverna

Terminou no último sábado (24) um experimento com 15 pessoas confinadas em uma caverna na França durante 40 dias, totalmente isoladas, sem acesso a celulares e relógios e sem ver a luz do Sol. O objetivo do estudo era testar os limites da capacidade humana de se adaptar ao isolamento.

Composto por oito homens e sete mulheres, com idades entre 27 e 50 anos, o grupo de voluntários franceses viveu temporariamente na caverna de Lombrives, no sudoeste da França, dormindo em barracas e precisando gerar a própria eletricidade usando um pedal, além de tirar água de um poço de 45 metros de profundidade.

O ambiente tinha temperatura controlada de 10ºC e umidade relativa de 100%, contando com itens como refrigeradores, tendas, mesas e cadeiras. Durante o período de confinamento, o grupo precisou organizar diferentes tarefas e medir o tempo delas confiando no relógio biológico e nos ciclos de sono para determinar sua duração.

(Fonte: Facebook/Human Adaptation Institute)(Fonte: Facebook/Human Adaptation Institute)

Denominada Deep Time, a experiência organizada pelo Human Adaptation Institute incluiu o uso de sensores para monitoramento dos participantes. Os cientistas do lado de fora registraram tudo o que aconteceu na caverna, de interações sociais a padrões de sono, passando pela temperatura corporal e outras métricas.

Dias mais longos

Sem quaisquer dispositivos tecnológicos para referências temporais, os participantes tiveram dificuldade para calcular quanto tempo passaram na caverna. Usando apenas as dicas dadas pelo organismo, indicando a hora de comer, dormir e acordar, a maioria dos voluntários pensou ter ficado 30 dias no isolamento.

Mas houve um membro da equipe acreditando ter passado somente 23 dias na caverna, quando na verdade foram 40. Para este, os cientistas calcularam que a duração de um dia confinado foi de 42 horas, em média, enquanto para os demais cada dia durou cerca de 32 horas.

(Fonte: Facebook/Human Adaptation Institute)(Fonte: Facebook/Human Adaptation Institute)

Estes são apenas os primeiros dados revelados pelos pesquisadores, que esperam ainda descobrir mais novidades sobre os processos fisiológicos e cognitivos relacionados ao isolamento social e à privação do relógio.

Os resultados do experimento podem ser úteis também para ajudar a entender melhor as condições vividas por tripulantes de submarinos e mineiros, além de contribuir para as futuras viagens espaciais de longa duração.

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