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Nossos primeiros ancestrais podem ser até 1 milhão de anos mais velhos

Um novo estudo feito por arqueólogos do Museu Smithsonian obteve resultados impressionantes. De acordo com os pesquisadores, os restos fossilizados de alguns dos ancestrais mais antigos conhecidos pela humanidade podem ser ainda mais velhos do que os cientistas acreditavam originalmente.

Os fósseis, incluindo um pertencente a uma antiga espécie Australopithecus africanus batizada de Sra. Ples, estiveram enterrados por milênios em cavernas na África do Sul — que ganharam a alcunha de "Berço da Humanidade". Segundo as novas estimativas, é possível que esse grupo de primatas primitivos tenha andado pela Terra entre 3,4 e 3,7 milhões de anos atrás.

Evolução humana

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Segundo os estudiosos envolvidos na análise dos fósseis, a nova linha do tempo criada pelas recentes estimativas conseguiria reformular todo o entendimento que a Ciência tem a respeito da evolução humana até aqui. Dessa forma, poderiam existir múltiplas maneiras pelas quais nossos ancestrais teriam evoluído para os primeiros humanos.

Durante muito tempo, a comunidade científica tinha o consenso de que a Australopithecus africanus, cujos fósseis foram descobertos nas cavernas de Sterkfontein, tinham menos de 2,6 milhões de anos. Ao longo dos anos, o complexo subterrâneo foi responsável por guardar mais restos de primatas do que qualquer outro lugar do mundo — inclusive o crânio quase completo de Sra. Ples, encontrado em 1947.

Conforme relatado pelo Museu Smithsonian, nossos ancestrais já andavam sobre os dois pés e eram muito mais baixos do que os humanos modernos. Os machos mediam cerca de 1,38 metro de altura e as fêmeas, em média, 1,15 metro. Anteriormente, os hominídeos Australopithecus africanus eram considerados pelos cientistas como jovens demais para terem evoluído para o gênero Homo, nossos ancestrais diretos que já vagavam pela Terra há cerca de 2,2 milhões de anos. 

Novas técnicas de estudo

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Identificar que os fósseis encontrados na África do Sul eram 1 milhão de anos mais velhos do que o esperado só foi possível devido às novas técnicas de datação radioativa desenvolvidas pelos pesquisadores. A idade revisada foi obtida por meio de testes com sedimentos ao redor dos fósseis para níveis de um isótopo raro criado quando as rochas foram expostas a raios cósmicos — que teriam lhes atingido antes de caírem na caverna.

As novas descobertas não apenas sugerem que essas espécies vagaram pela Terra muito antes do que era tido como verdade anteriormente, mas também fornece o tempo necessário para que tenham conseguido dar um salto evolutivo, fazendo que a Sra. Ples fizesse parte dos ancestrais dos primeiros humanos.

O estudo também mostra que os Australopithecus africanus viveram ao mesmo tempo que o primata conhecido como Lucy, exemplar de Australopithecus afarensis considerado por muito tempo como a espécie que deu origem aos seres humanos. A linha do tempo atualizada significa que as duas espécies podem ter interagido e procriado, algo que traria ainda mais dúvidas e complexidade a respeito de onde os humanos vieram e como foram surgindo.

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