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TOC: 6 mitos comuns sobre o transtorno

De acordo com a Fundação Internacional do TOC, uma pessoa a cada 50 brasileiros sofre de transtorno obsessivo-compulsivo, recorrentemente chamado de TOC. Dentro disso, 30% dessas pessoas se recusam a passar por algum tipo de tratamento e acabam tendo o quadro agravado.

O TOC, embora seja visto apenas como "superstição" ou "excesso de controle" por alguns, é uma doença séria definida por uma variedade de obsessões e manias que o indivíduo apresenta durante sua rotina. Para desmistificar esse tema, conheça seis conceitos errôneos que as pessoas costumam desenvolver sobre esse transtorno.

1. Todas as pessoas loucas por limpeza têm TOC

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Um sinal comum entre a maioria das pessoas que sofre por TOC é a obsessão por limpeza — indivíduos que lavam as mãos excessivamente ou limpam os utensílios domésticos toda hora. No entanto, complexos de limpeza também podem ser traços de personalidade nem um pouco atrelados ao transtorno.

Se esse for o caso, a pessoa terá controle sobre suas ações e poderá optar quando quer realizar o ato de limpeza ou não. Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo possuem essa tendência por conta de uma ansiedade debilitante implacável que afeta sua vida diariamente.

2. TOC está relacionado com a infância

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Muitas pessoas acreditam que a maioria dos indivíduos com TOC desenvolveu o transtorno por crescer em um lar disfuncional, gerando baixa autoestima como resultado. No entanto, estudos indicam que o desenvolvimento de uma criança pouco tem a ver com os casos dessa doença.

A maior questão, porém, pode ser a genética. O transtorno obsessivo-compulsivo acaba sendo uma tendência entre familiares e pode se espalhar dentro de um núcleo familiar.

3. Crianças quase nunca tem TOC

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Embora os casos de TOC sejam mais comuns em adultos, isso não significa que os mais jovens não podem desenvolver esse transtorno com certa facilidade. De acordo com a Fundação Internacional do TOC, 1 a cada 200 crianças e adolescentes possui o transtorno obsessivo-compulsivo. 

Essa é uma doença que pode acontecer a partir dos 4 anos e tem os mesmos números que o diabetes infantil — que nunca foi considerado tão raro assim. Logo, em um colégio de pequeno ou médio porte, você conseguiria identificar pelo menos cinco alunos com TOC.

4. TOC é causado pelo estresse

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Muitas pessoas acreditam que a cura para o TOC seria apenas "relaxar e ser menos estressado" em relação às manias, como se fosse fácil para quem sofre do transtorno. A verdade, no entanto, é que essa é uma doença que incita medo e ansiedade incontroláveis.

Apesar de situações estressantes contribuírem para que a intensidade dos sintomas do transtorno fiquem ainda piores, o estresse não pode ser considerado a causa por si só.

5. O TOC afeta mais mulheres do que homens

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Muitas pessoas tendem a julgar o TOC como uma doença que afeta muito mais mulheres do que homens. No entanto, a Fundação Internacional do TOC garante que o transtorno afeta homens, mulheres e crianças de todas as origens étnicas, raciais e econômicas na mesma proporção.

Embora os primeiros sintomas possam aparecer em qualquer idade, a tendência é que eles sejam normalmente vistos entre as idades de 10 a 12 anos ou entre o final da adolescência e o começo da vida adulta.

6. TOC não tem tratamento

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Muitas pessoas acabam não procurando qualquer tipo de tratamento para o TOC por sentirem vergonha ou acharem que simplesmente faz parte da sua personalidade — o que faria disso algo impossível de ser tratado. No entanto, essa definitivamente é uma doença com tratamento.

Em um primeiro momento, o paciente passará por uma terapia de exposição e prevenção de resposta, enfrentando seus medos. Além disso, outras pessoas também precisarão de uma combinação da terapia comportamental com o auxílio de medicamentos. O TOC não tem cura, mas pode ser controlado. 

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