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Os 4 experimentos psicológicos mais perturbadores da história

Embora a Psicologia moderna tenha se organizado como uma ciência em 1873, com o lançamento do livro Princípios de psicologia fisiológica, de Wilhelm Wundt, somente 80 anos depois a Associação Americana de Psicologia (APA) lançou seu primeiro Código de Ética.

Relatamos abaixo quatro exemplos de experimentos psicológicos perturbadores em seres humanos.

4. O Monster Study (1939)

Fonte: Reddit/Reprodução.Fonte: Reddit/Reprodução.

Batizado com esse nome pelos métodos monstruosos e antiéticos empregados, esse estudo foi conduzido pelo professor da Universidade de Iowa, Wendell Johnson, com 22 crianças órfãs da cidade de Davenport. Para testar sua hipótese de que a gagueira era um comportamento aprendido, metade das crianças recebeu fonoterapia positiva, e as outras — classificadas como "gagas" (mesmo não sendo) — eram repreendidas e menosprezadas. 

Muitos dos participantes de fala normal, que receberam o estímulo negativo no experimento, acabaram sofrendo impactos psicológico e tiveram problemas de fala pelo resto de suas vidas.

3. A redesignação de sexo forçada em David Reimer (1965)

Fonte: YouTube/Facebook/Reprodução.Fonte: YouTube/Facebook/Reprodução.

Pais dos gêmeos Bruce e Brian, nascidos em 1965, o casal canadense Ron e Janet Reimer decidiu criar o primeiro filho como menina, depois que um cirurgião queimou seu pênis por acidente em uma operação de fimose. Seguindo orientação do psicólogo americano John Money, que teorizava que crianças eram neutras em termos de gênero até os dois anos de idade, submeteram o filho a uma redesignação sexual.

Rebatizada como Brenda, a criança lutou durante sua infância com questões de identidade de gênero e bullying até que, já adolescente, descobriu a verdade, escolheu viver como menino, adotou o nome de David e submeteu-se a várias cirurgias. No dia 4 de maio de 2004, desempregado e vivendo um luto pela morte do irmão Brian, Reimer se matou com um tiro na cabeça aos 38 anos.

2. O experimento de Milgram (1961)

Fonte: Universidade de Yale/Divulgação.Fonte: Universidade de Yale/Divulgação.

Nessa infame pesquisa, o psicólogo da Universidade de Yale, Stanley Milgram, testou os limites da obediência à autoridade, fascinado com a defesa do nazista Adolf Eichmann no julgamento realizado em Israel em 1960. Acusado de promover a logística do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, ele disse estar “apenas cumprindo ordens”.  

O experimento consistiu em pedir aos 40 participantes que aplicassem choques elétricos em outra pessoa (na verdade um ator) sempre que esta cometesse um erro. A maioria dos participantes (26) subiu a potência dos choques para “450 volts”, mesmo com o alerta de que a voltagem seria “potencialmente letal”. E nenhum deles hesitou em aplicar choques de 300 volts, apesar dos gritos desesperados dos atores.

1. O experimento do pequeno Albert (1920)

O chamado Experimento com o Pequeno Albert foi um estudo de condicionamento, com base na experiência clássica do russo Ivan Pavlov. Só que, enquanto o experimento original lidou com impulso e resposta em cães, a abominável experiência realizada pelos psicólogos comportamentais John B. Watson e Rosalie Rayner utilizou como sujeito um bebê de nove meses.

Investigando o desenvolvimento de fobias em seres humanos, os pesquisadores apresentaram ao "pequeno Albert" um rato branco enquanto ele brincava, e a criança foi receptiva ao animal. Para provar sua teoria, o casal fez o lactente temer o bicho, introduzindo um estímulo aversivo — uma martelada barulhenta em uma barra de ferro — todas as vezes que o bichinho era tocado. A criança passou a não tocar mais em animais, ainda que sem a presença do barulho. 

Mesmo sem saber o destino da criança apelidada de Albert no experimento, é possível imaginar as consequências desastrosas do antiético experimento na vida dessa pessoa.

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