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Mito ou verdade: professores japoneses não se curvam ao imperador?

Dentre as várias comemorações existentes no mês de outubro, uma das mais lembradas por muitos é o Dia do Professor. Celebrado mundialmente no dia 5 de outubro (atribuição feita a partir de 1994), no Brasil a lembrança aos mestres é feita oficialmente no dia 15 e, nesta data, é comum ver algumas pessoas compartilhando diversas mensagens nas redes sociais, inclusive uma com um detalhe bastante curioso: a de que, no Japão, o professor não se curva diante do imperador.

Não se sabe exatamente quando essa história começou, mas é fato que muitos tendem a levar isso como uma prova de que esse profissional é bastante valorizado na "terra do sol nascente", chegando a ser mais importante do que aquele responsável por comandar o país. Mas isso realmente procede?

No Japão, todos são ensinados a respeitar os professores desde cedo. (Fonte: Sabedoria Pura/Reprodução)No Japão, todos são ensinados a respeitar os professores desde cedo. (Fonte: Sabedoria Pura/Reprodução)

Verdade ou mito?

Se você acredita na história propagada nas redes, saiba que tudo isso é um mito. É verdade que professores são profissionais bastante valorizados no país nipônico, mas o texto que geralmente circula na rede (você pode ler na íntegra a seguir) não é real.

No Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois, segundo os japoneses, numa terra em que não há professores, não pode haver imperadores.

Em outras palavras: caso um sensei (como o professor é chamado lá) cruze com o imperador em seu caminho, ele ainda terá que se curvar em sinal de respeito. Aliás, o ato de se curvar para outra pessoa já é enraizado entre a população local, que não enxerga esse ato necessariamente como uma obrigação – afinal, para eles tal gesto revela, na verdade, um ato de respeito e humildade.

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