6 lugares mortais no mundo para mergulho

A prática radical e exploratória de mergulho é, definitivamente, uma das atividades mais fascinantes do planeta, tanto pelos cenários impressionantes e cinematográficos quanto por ser uma modalidade que desafia a capacidade humana de dominar ecossistemas hostis. Porém, apesar de existirem equipamentos de segurança adequados para todo tipo de profundidade, a natureza está aí para provar que sempre devem existir limites a serem respeitados.

Conheça abaixo alguns dos locais mais perigosos para mergulhos existentes no planeta e descubra que características os tornam tão inacessíveis.

1. Lagoa Chuuk, Micronésia

(Fonte: Scuba Travel / Reprodução)(Fonte: Scuba Travel / Reprodução)

Abrigo para a principal base naval do Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, a lagoa Chuuk, localizada nos Estados Federados da Micronésia, é considerada o "maior cemitério de navios do mundo", com seu conteúdo submerso ainda repleto de mistérios para muitas pessoas.

Relatos apontam que o cenário paradisíaco e com águas límpidas esconde inúmeras armadilhas, incluindo milhares de bombas, granadas, minas, cargas de profundidade, torpedos e outros explosivos distribuídos em suas profundezas.

2. Porção Strid, Inglaterra

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Setor do rio Wharfe, fluxo de água que corre por mais de 96 quilômetros pela Inglaterra, a porção Strid, em Yorkshire, tem, segundo histórias locais, uma taxa de mortalidade de 100% para mergulhadores. Tal letalidade vem do fato de que sua extensão, em alguns pontos, é extremamente comprimida, aumentando em medidas exponenciais a corrente, a pressão e o número de redemoinhos, chegando a alcançar dezenas de metros de profundidade em trechos de maior queda.

3. Lago Karachay, Rússia

(Fonte: Pic2me / Reprodução)(Fonte: Pic2me / Reprodução)

Fechado para mergulhos, o lago Karachay, na Rússia, foi depósito de lixo nuclear utilizado em larga escala pela antiga União Soviética de 1951 a 1957. Em pouco tempo, o local ganhou características intensas de radiação e contaminou ainda mais a área, elevando os níveis de propagação de energia em proporções similares às que foram relatadas em Chernobyl. Em 1990, o Karachay obteve o apavorante potencial de matar uma pessoa a cada hora, resultando em investimentos locais para cobrir a região com cimento e evitar que visitantes se aproximem.

4. Ninho da Águia, Estados Unidos

(Fonte: The Billionaires Plan / Reprodução)(Fonte: The Billionaires Plan / Reprodução)

Com registros de pelo menos dez mortes de mergulhadores profissionais, o Ninho da Águia, situado na Flórida, é um complexo de cavernas subaquáticas que desce rapidamente para um dos locais mais profundos, escuros e mortíferos do mundo. Experimentar as águas do lago principal quer dizer estar sujeito a uma força assustadora da água, que transporta rapidamente qualquer pessoa para uma queda de mais de 90 metros em direção a uma região com total ausência de luz, resultando em um alto nível de intoxicação em meio a passagens estreitas e claustrofóbicas.

5. Lago Nyos, Camarões

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Considerado o "lago assassino" de Camarões, o lago Nyos matou mais de 1,7 mil pessoas em questão de minutos em 1986, devido a bolsões de magma subterrâneo que se concentram graças à forte presença de gás carbônico na região. Como resultado, as águas do Nyos geram o fenômeno conhecido como erupção límbica, quando uma explosão ocorre nas profundezas do lago e espalha uma nuvem de gás tóxico que pode alcançar até quilômetros de amplitude, exterminando toda a vida humana e natural que se encontra no raio de alcance.

6. Iceberg B-15, Antártida

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Desprendido da plataforma de gelo Ross, na Antártida, em março de 2000, o iceberg B-15, anteriormente tido como o maior iceberg já visto, maior que o território da Jamaica, com 8,2 mil quilômetros quadrados, continha cavernas subaquáticas onde as pessoas constantemente praticavam mergulho.

Porém, relatos compartilhados por uma equipe de cineastas da National Geographic afirmaram que é necessário menos de 1 minuto de exploração no local para que os exploradores percam totalmente o controle de si, sendo impactados fisica e psicologicamente por "estranhas rachaduras, estalos e gemidos do gelo" que indicam mudanças constantes na geografia da região.

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