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5 governantes mirins que morreram cedo demais

Pensar em uma criança governando uma nação é, hoje, um pouco difícil. Entretanto, ao longo da história da humanidade, não foram poucos os casos em que um país teve como líder máximo uma criança ou adolescente. O mais imponente Faraó do Egito, Tutancâmon, chegou ao trono com apenas 9 anos de idade — e ficou no poder tempo semelhante.

No Brasil, também há o movimento em que Dom Pedro II foi alçado ao cargo de Imperador do Brasil em um episódio popularmente conhecido como "Golpe da Maioridade". Isso fez do jovem de apenas 14 anos de idade o líder do império brasileiro. Mas nem todas essas crianças-líderes viveram muito e vamos contar a história de 6 deles.

1. Eduardo V da Inglaterra

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A Idade Média foi um período conturbado e a Inglaterra viveu umas tantas turbulências por conta disso. Eduardo V se tornou príncipe de Gales com apenas um ano de idade, em um movimento liderado por seu pai, que estava no exílio durante o período conhecido como Guerra das Rosas, com disputa de dinastias pelo trono inglês.

Seu reinado foi curtíssimo, durando somente 86 dias, até o momento em que seu tio, Ricardo III, tomou-lhe o trono. A data oficial de seu falecimento é considerada desconhecida, já que seu tio ordenou que Eduardo V e seu irmão sumissem, o que coloca sobre ele a responsabilidade da morte do jovem adolescente, visto pela última vez aos 12 anos de idade.

2. Imperador Zhao Bing da China

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Zhao Bing foi o último imperador da dinastia Sung da China, tendo governado por menos de um ano, entre os 5 e 6 anos de idade. Foi morto após a derrota para a dinastia Iuã na batalha naval de Yamen.

O comandante das tropas, Lu Xiufu, estava ao lado de Zhao Bing, acompanhando da região costeira o desenrolar do combate. A cada momento que a derrota da dinastia Sung ficava mais próximo, mais temeroso Xiufu ficava. No momento em que sentiu que o fim estava próximo, ele agarrou o imperador e pularam juntos do penhasco, morrendo. Reinado e vida breves. 

3. Pedro II da Rússia

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Falecido aos 14 anos, Pedro II foi empossado imperador da Rússia quando tinha 11 anos, depois de uma trajetória de muito abandono familiar. Seu avô simplesmente o ignorava, o mesmo ocorrendo com Catarina I, sua madrasta e predecessora no cargo.

Quando assumiu o trono, Pedro II foi educado por diferentes mentores e teve casamento arranjado com a filha de um deles. Também poderia estar na lista de casamentos mais curtos, já que faleceu de varíola no mesmo dia em que tomou a mão de Catarina Dolgorukova.

4. Imperador Antoku do Japão

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Com menos de dois anos de idade, Antoku já era imperador do Japão, o 81º mais precisamente, de acordo com a lista tradicional de sucessão ao trono. Ao longo de 5 anos, liderou, se é possível assim dizer, o império, justamente durante uma batalha entre dois clãs da família imperial pelo trono.

Vítima desse desejo por poder, Antoku foi morto afogado aos seis anos de idade, por um integrante de sua própria família. Com ele, faleceram a avó e a mãe. Deste caso, surgiram inúmeras lendas japoneses.

5. Alexandre IV da Macedônia

Filho de Alexandre, o Grande, Alexandre IV assumiu o trono após considerarem seu tio, Arrideu, incapaz de seguir como governante. Pérdicas, general do exército de Alexandre, o Grande, tentou impedir que o filho de seu líder chegasse ao trono, mas foi em vão.

Com 6 anos de idade, Alexandre IV se tornou imperador da Macedônia, ficando por cerca de nove anos no governo do império. Foi morto envenenado, juntamente com sua mãe, em uma intensa disputa por poder. Ler coisas assim fazem a gente agradecer por ser plebeu.

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