Osso de maxilar de 1,5 mil anos revela lêmure do tamanho de gorila

19/07/2021 às 05:002 min de leitura

Quem é fã do Rei Julian, do filme Madagascar, sabe que os lêmures são pequenos primatas fofos um pouco maior do que ratos. A menor espécie, os lêmures-ratos têm entre 23 a 29 cm de altura, e peso até 60 g, o que torna esse bichinho o menor primata vivo. Mas há outras espécies, como os indris, com 64-72 cm, que podem atingir os 10 kg.

Fonte: American Museum of Natural History/ReproduçãoFonte: American Museum of Natural History/Reprodução

Agora, uma pesquisa publicada no mês passado (29), na revista científica Proceedings of The National Academy of Sciences (PNAS), dos EUA, descreve um lêmure do tamanho de um gorila, abrindo caminho pela floresta de Madagascar e mastigando folhas. O estudo que comprovou que pelo menos 17 desses lêmures gigantes vagaram pela ilha africana, com alguns pesando cerca de 160 kg.

Porém, com a chegada dos seres humanos à ilha, veio junto a destruição, e os lêmures gigantes simplesmente desapareceram. As razões dessa extinção permaneceram misteriosas, mas sabe-se que há cerca de 500 anos, nenhum espécime sobreviveu. Conseguir pistas para a reconstrução dessas vidas é uma tarefa difícil, devido à dificuldade de preservação de DNA em ambientes tropicais.

Como os cientistas comprovaram a existência dos lêmures gigantes?

Fonte: George Perry/Universidade de Antananarivo Fonte: George Perry/Universidade de Antananarivo 

Atualmente, os avanços na capacidade de ler DNA antigo, a partir de análises morfológicas e isotópicas de “subfósseis” esqueléticos, permitiram reconstruir parte da biologia e da ecologia de um lêmure gigante que pode ter caído em uma caverna ou buraco, perto da costa sul de Madagascar, há quase 1,5 mil anos.

Porém, o único elemento disponível para os pesquisadores foi um maxilar, armazenado na Universidade de Antananarivo de Madagascar. Ainda assim, os vestígios de DNA presentes no fóssil foram o bastante para que a equipe, liderada por George Perry e Stephanie Marciniak, reconstruísse o genoma nuclear de um dos maiores exemplares de lêmure gigante, o Megaladapis edwardsi.

Depois que o genoma da criatura foi inteiramente sequenciado, os pesquisadores conseguiram compará-lo aos genomas de 47 outras espécies de vertebrados vivos, aí incluídos cinco tipos de lêmures modernos. Comparando o lêmure gigante aos seus parentes próximos, foi possível observar suas semelhanças genéticas com esses herbívoros.

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