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5 descobertas históricas sombrias sobre sacrifícios humanos

Diferentes civilizações ao longo da história da humanidade praticaram o ato de sacrificar seres humanos com diferentes fins, ainda que na maioria dos casos o cunho fosse religioso. Estudos indicam que os sacrifícios humanos iniciaram como uma evolução do desejo das civilizações de agradar algum deus ou força espiritual.

Contudo, o tempo fez com que essa prática evoluísse para valorizar a morte de governantes, reis, imperadores e demais membros da alta corte e da nobreza. E mesmo sem o contato entre os diferentes grupos de todos os continentes, é notável que os sacrifícios estivessem presentes em diferentes culturas. Conheça alguns destas sombrias histórias.

1. Sacrifícios da Idade de Bronze em Basur Höyük, na Turquia

A história turca é muito rica. Quer uma amostra? Em Basur Höyük, na região sudeste da Turquia, arqueólogos encontraram uma tumba datada do ano 3000 a.C., do período conhecido como Idade do Bronze. Após análise, descobriu-se que essa tumba parecia narrar uma estranha história envolvendo sacrifício humano.

Em seu interior, os arqueólogos encontraram conjuntos de ossos de um adulto e duas crianças, enquanto em uma câmara separada da mesma tumba havia restos mortais de oito jovens. Apesar da dificuldade em correlacionar os indivíduos, as teorias mais aceitas afirmam se tratar de sacrifício de servos em um ritual complexo para valorizar a morte de alguém superior.

2. Sacrifícios de servos egípcios 

No Egito Antigo, durante a Primeira Dinastia (período compreendido aproximadamente entre 3200 a.C. e 2778 a.C.), a prática de sacrifício humano específico foi bem comum, tanto no caso de mumificação de faraós, como de outros membros da mais alta corte.

Os servos do falecido eram sacrificados com o objetivo de que seguissem servindo seus mestres mesmo no pós-vida. Como outras culturas, os egípcios acreditavam que a maneira como sua morte era encarada refletiria na eternidade, razão pela qual eram enterrados com peças de ouro, boas roupas e, claro, os servos sacrificados.

3. Sacrifícios na China Antiga

Ao longo da dinastia Shang (1600 a.C.–1046 a.C.), na China Antiga, rituais de sacrifício humano foram praticados, descoberta feita a partir de ossos encontrados em sítios arqueológicos no país.

Os estudos seguem sendo feitos, já que não há consenso no meio científico, pois os ossos eram parte de oráculos, com informações contidas neles, incluindo descrições sobre os sacrifícios. O receio é que se trate de uma abordagem de fé e não necessariamente de fatos concretos.

De todo modo, as inscrições sugerem que os sacrifícios humanos eram realizados com servos e escravizados, muito semelhante com o que era feito no Egito Antigo, isto é, para valorizar a morte do nobre falecido.

4. Sacrifícios de Pömmelte, na Alemanha

Pömmelte é uma vila de uma antiga cidade onde hoje é a Alemanha que teve muita importância para os povos locais que lá viveram por longos séculos. Na região, foram encontradas sete grandes placas de pedra que lembram muito o Stonehenge da Inglaterra.

As entradas foram projetadas de modo a se alinharem com o nascer do Sol em determinados períodos e nas pedras foram encontrados restos de ossos esmagados, que sugerem rituais de sacrifício humano. Todos os restos encontrados demonstraram sinais de violência e pertenciam a mulheres e crianças.

5. Sacrifícios de Ur, na Mesopotâmia

A história da Mesopotâmia é muito rica. Um bom exemplo foi a cidade de Ur. Nos cemitérios reais que ficavam localizados na cidade foram encontrados alguns dos elementos mais preciosos da arqueologia do século XX. Muito ouro e marfim estavam enterrados por lá, mas também foram encontradas muitas sepulturas contendo indícios de sacrifício humano.

Entre elas está o túmulo da rainha Puabi, onde 52 corpos estavam enterrados ao seu lado, muito provavelmente para que servissem à rainha na pós-vida. Exames mostraram que seus corpos foram tratados para serem preservados, mas também detectaram perfurações em seus crânios, o que indica que foram mortos antes do sepultamento.

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