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7 alimentos que você não precisa tirar da sua vida

Ficamos muitas vezes com dúvidas sobre o que realmente podemos comer, mas o fato é que hoje temos à nossa disposição muita informação — o que nos falta é procurar fontes e dados seguros que possuam embasamento científico para nossa segurança.

Por isso, na hora de comer, ser radical não adianta — o essencial é entender que não precisamos ser restritivos, nem nos privar totalmente de alimentos para manter um comportamento saudável. Entre o 8 e o 80, eu fico com o equilíbrio, visando sempre a saúde do organismo. Basta consumir conscientemente, ter uma alimentação saudável, balanceada, rica em vitaminas, minerais e macronutrientes.

Assim, vale uma conversa com profissionais capacitados para saber com que frequência tais alimentos devem ser ingeridos e suas respectivas quantidades, lembrando que isso deve ser feito de maneira individualizada e pensando sempre nas comorbidades envolvidas.

Por isso, produzi aqui uma lista tendo como base alimentos e substâncias "mal falados" pelas pessoas, gerando questionamento e receio na inserção dos mesmos na dieta.

E aí, quais são esses alimentos que não precisam ser tirados da sua vida?

1. Ovos

Por muitos anos, o ovo foi considerado um alimento prejudicial à saúde por causa do seu alto teor de colesterol. Mas hoje sabemos que não é bem assim, e não, ele não precisa ser retirado completamente da sua dieta. O ovo tem grande valor nutricional, pois possui as vitaminas A, B2, B6, B9, B12, colina, E, D e K; e os minerais zinco, sódio, selênio, potássio, fósforo, magnésio, ferro, iodo e cálcio. Contém também ômega 3, luteína e zeaxantina e proteína de alto valor biológico.

Claro que a maneira como é feito o ovo também pode impactar positiva ou negativamente. Prefira sempre cocções mais saudáveis: ovo mexido, cozido ou frito sem excesso de gordura.

Estudos ainda em desenvolvimento não possuem uma decisão concreta, por isso, muitas vezes esse assunto é polêmico. Mas sim, em uma vida de hábitos saudáveis (exercício físico e controle alimentar), o ovo pode ser ingerido diariamente sem prejudicar o perfil lipídico do indivíduo. É necessário que cada pessoa tenha orientação individualizada de acordo com seu estado de saúde e presença de dislipidemia ou não.

Quem não deve ingerir ovos? Alérgicos e pessoas que não estão liberadas por alguma condição específica de saúde.

2. Trigo ou glúten em geral

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Esse tal de glúten está em todos os lugares! O glúten é uma proteína que está presente no malte, na cevada, no centeio, no trigo e em produtos industrializados, como bolachas, massas, bolos, biscoitos etc. É um mito dizer que o glúten faz mal à saúde e que não deve ser ingerido. Assim, não, você não precisa tirar o glúten da sua vida. Ele faz mal apenas para pessoas com sensibilidade não celíaca ao glúten e doença celíaca.

3. Pão francês

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O tão temido pão francês nada mais é que farinha de trigo, sal, água e fermento. Mesmo não sendo rico nutricionalmente, você não precisa tirá-lo da sua vida, apenas se tiver sensibilidade não celíaca ao glúten, doença celíaca ou alergia a essa proteína, como já citei. Sendo assim, ele pode ser consumido diariamente e deixar de ser vilão. Ingerir um pãozinho francês por dia não é problema, melhor ainda se combinado com opções que contenham fibras e proteínas para diminuir seu índice glicêmico. 

4. Manteiga e queijo

Os derivados de leite podem causar grandes controvérsias, afinal: será mesmo que precisamos consumir laticínios?  A resposta é não, sabe por quê? Porque temos outras fontes de vitaminas e minerais — como o cálcio — encontradas em alimentos in natura e, assim, não precisamos consumir leite industrializado, que além de ser inflamatório para algumas pessoas, são cheios de aditivos.

Porém, como já estamos culturalmente adaptados à manteiga e ao queijo em nossa vida, certamente não precisamos excluí-los. É preferível o consumo de queijos brancos, menos gordurosos, e claro, uma vez ou outra um queijo amarelo que seja mais saboroso, como o queijo prato, entre outros. Já para a manteiga, procure sempre uma de boa qualidade — e evite usá-la em excesso, pois em seus ingredientes estão creme de leite (nata batida) e sal.

Quem não deve consumir estes produtos? Pessoas com intolerância à lactose e que não podem ingerir muita gordura, ou seja, aquelas que possuem colesterol alto. Também não devem consumir esses alimentos os alérgicos à proteína do leite.

5. Batata inglesa, macarrão e arroz

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Ah, os famosos carboidratos que as pessoas tanto amam. E aí, será que a gente não pode comê-los? Podemos sim, os carboidratos são nossa fonte de energia e precisamos deles todos os dias — eles viram açúcar no nosso organismo, por isso precisamos tomar cuidado, mas de maneira alguma excluí-los por completo.

Batata inglesa, macarrão e arroz são carboidratos simples que possuem alto índice glicêmico. Além de não proporcionarem saciedade, pois são absorvidos muito rápido pelo organismo, eles elevam nossa insulina no sangue, ou seja, diabéticos: tomem cuidado. Uma melhor opção seria comê-los em menor quantidade, associá-los sempre a proteínas e fibras (como uma belo prato de macarronada com almôndegas) e também inserir carboidratos complexos, como a mandioca, a batata doce, o arroz integral, etc. Estes carboidratos complexos possuem mais fibras e dão mais saciedade, pois demoram a ser absorvidos.

Então, retomando, claro: batata, macarrão e arroz podem, sim, fazer parte da dieta, sempre na quantidade correta e sem exageros.

6. Chocolate

Comer um chocolatinho branco ou ao leite, pode? Pode sim. Mesmo não sendo o ideal para o dia a dia, estas opções de chocolates podem ser consumidas, sim, de vez em quando e, de preferência, em quantidades pequenas, para matar a vontade. Eu defendo o princípio e a ideia de que se você mantém uma vida e alimentação saudáveis, não é uma chocolatinho de vez em quando que vai estragar tudo isso, não é mesmo?

Deste modo, vale ressaltar que os chocolates ao leite e branco são mais palatáveis por possuírem maiores quantidades de açúcar, mas é preferível investir em chocolates com 70% de cacau, que possuem pouca adição de açúcar. Desta maneira, você pode usufruir melhor das propriedades antioxidantes encontradas nos flavonoides e polifenóis.

Para diabéticos é necessário cuidado e recomendação de um profissional qualificado para acompanhamento e orientação.

7. Sal

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Sal, ou cloreto de sódio, é um item praticamente indispensável na nossa cozinha, não é mesmo? E isso se deve ao sal ter o poder de realçar sabores, deixar todas as comidas mais saborosas, além de ser um ótimo conservante. O sal não precisa ser totalmente excluído da dieta, ele pode ser usado desde que com moderação e respeitando as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), que estabelece a ingestão de 5 g de sal por dia.

O que acontece é que geralmente as pessoas preferem uma comida mais salgadinha e também consomem muito industrializados, e assim acabam extrapolando a quantidade de sal diária que poderia ser ingerida. Por isso, a OMS tem a intenção de até 2025 reduzir em alguns países os níveis de sal de produtos industrializados. O sal em excesso pode acarretar problemas de hipertensão, doenças cardiovasculares e renais. E quem já possui tais doenças, deve controlar com mais rigor a ingestão do sal. 

Apesar de não ter quantidades significativas de minerais, o sal, por ser composto de sódio e iodo, ajuda a manter o equilíbrio hidreletrolítico. Você pode consumir, sim, o sal, desde que seguindo a recomendação diária, não extrapolando seu limite, ou se seu médico ou nutricionista liberar diante destas comorbidades envolvidas.

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Marcela Andrade, colunista semanal do Mega Curioso, é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas, bacharel em Nutrição, perita judicial na área da Nutrição, e pós-graduanda em Saúde Pública com ênfase em Estratégia Saúde da Família.

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